25/09/2014 - Notícias

EUA lançam plano para aumentar o nº de americanos estudando no Brasil

O governo dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (24) um novo programa para estimular o intercâmbio de estudantes americanos em universidades brasileiras. Entre outubro de 2014 e setembro de 2015, dois grupos de representantes de instituições de ensino superior do Brasil serão selecionados para uma visita de duas semanas à capital dos EUA e a campi de universidades e faculdades americanas.
O objetivo, segundo Jefferson Brown, secretário-assistente de diplomacia pública do Escritório de Negócios Ocidentais do governo americano, é trocar informações com os gestores de ensino brasileiros sobre que tipo de estrutura de apoio as universidades podem oferecer para que mais estudantes americanos pensem em fazer intercâmbio no Brasil.

Em entrevista ao G1 em São Paulo, onde se encontrou com atuais e ex-bolsistas do governo americano, Brown explicou que os novos destinos de intercâmbio, como o Brasil, precisam "convencer" duas audiências: os estudantes e seus pais. "Os pais querem saber se sua filha e seu filho estarão seguros, onde vão morar, faz parte da tarefa que os novos destinos têm que cumprir, é como atrair turistas", disse ele.

Atualmente, o número de americanos fazendo algum tipo de curso de nível superior no Brasil tem crescido. No ano letivo 2011-2012, 4.060 estudantes dos Estados Unidos faziam intercâmbio no país, 16,5% mais que no ano anterior 3.485). O crescimento no Brasil foi mais alto que a média da América Latina e do Caribe, de 11,7% (de 40.000 para 44.677). Os dados referentes ao ano letivo 2012-2013 devem ser divulgados em novembro.
Entre as considerações que devem ser levadas em conta no processo de internacionalização das universidades vão desde a estrutura das residências estudantis e o sistema de transferência de créditos, para garantir que as disciplinas cursadas no Brasil serão aproveitadas no histórico escolar dos EUA, até a questões mais específicas, sobre apoio para os estudantes tirarem os documentos exigidos como estrangeiros no Brasil e oferecer alguém para receber o intercambista no aeroporto.

A iniciativa faz parte do programa "100K Strong in the Americas" ("Força de 100 mil nas Américas", em tradução livre), lançado pelo presidente americano Barack Obama para dobrar o número anual de estudantes americanos que escolhem algum país das Américas como destino de intercâmbio. Hoje, segundo Brown, esse número é de 45 mil.

Em 2011-2012, o Brasil foi o terceiro país do continente que mais recebeu americanos nas suas universidades. O primeiro foi a Costa Rica (7.900 intercambistas dos EUA), seguida da Argentina (4.763). Em quarto lugar ficou o México, que recebeu 3.815 universitários americanos, pouco acima do Equador, onde 3.572 americanos foram estudar.


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